Controladoria como Centro de Lucro

Diante dos desafios macroeconômicos e a crescente exigência do retomo de capital almejado por seus acionistas-controladores, a controladoria tem exercido um papel fundamental nas tomadas de decisões dentro das organizações.

Nesse cenário, cada vez mais, observa-se um alinhamento mais amplo dentro do planejamento estratégico, em especial, a área da controladoria como centro de lucro, cujo desafio é disponibilizar dados, fundamentações técnicas, mensurações de eventos econômicos que traduzem informações nos processos decisórios para as tomadas de decisões e a geração de lucros futuros.

Neste contexto, verifica-se a necessidade de investimentos em sistemas gerenciais que possibilitam o desenvolvimento de padrões mundiais de indicadores financeiros e de produtividade, e que, em tempo real, de forma confiável, permita detectar os desvios do orçamento em relação às realizações e corrigi-los em tempo de alcançar os objetivos propostos, esse é o novo papel da controladoria como centro de lucro.

Segundo Junior, Pestana e Franco (1997, p.37), a Controladoria busca otimizar os resultados econômicos da organização através da definição de um modelo de informações baseado no modelo de gestão. Assim, podemos dizer que o papel da controladoria é assessorar a gestão da empresa, fornecendo as informações necessárias para facilitar o processo decisório, por essa visão, podemos definir que a controladoria passa a ter o papel como centro de lucro dentro das organizações.

Ao assumir o papel de centro de lucro, a controladoria, em sua matriz de responsabilidade passa a ser vista por seus acionistas ou proprietários como parte fundamental do planejamento estratégico e da política desenhada pelo conselho. Utilizam-se de modelos de apuração dos números contábeis e financeiros, bem como acompanha o planejamento do controle orçamentário, desenvolvendo mecanismos de revisão de controles aos padrões em conformidade com os padrões estabelecidos.

Conforme Kanitz (1976), a controladoria não se limita a administrar o sistema contábil da organização, pois os conhecimentos de contabilidade e finanças não são mais suficientes para o desempenho organizacional. Ainda, conforme aponta o autor, algumas funções primordiais da controladoria, das quais se destacam a direção e implantação dos sistemas de informação, coordenação, avaliação, planejamento e acompanhamento, por essa visão, entendemos que devido à complexidade das atribuições da controladoria exige do profissional um conhecimento técnico bastante refinado, não apenas da parte técnica contábil financeira, mas de novos conhecimentos incorporados à função ligados ao planejamento estratégico da organização.

Nessa análise, verifica-se que a controladoria não é a área responsável pela tomada de decisões, mas, sim, a responsável pelo embasamento dos gestores, fornecendo informações adequadas e subsidiando-os para as tomadas de decisões que maximizam o lucro.

Sob a perspectiva da controladoria como centro de lucros, espera que o área possa traduz o resultado econômico financeiro esperado dentro do planejamento estratégico, como também, entregar demonstrações confiáveis de resultados, - receitas, custos e despesas, convertendo as informações em indicadores de desempenho que possam orientar os gestores aferir resultados e apontar desvios, desde os níveis mais altos até os operacionais, contribuindo à organização ao equilíbrio diante das dificuldades e desafios existentes .